quinta-feira, fevereiro 21, 2013

Olho no Pé: O Pinot Noir e o Douro

Sem qualquer tese defensora da tradição ou das castas portugueses, e por que é assunto que não domino, direi que há muito andava atrás deste vinho. Várias eram as razões que alimentavam tamanho apetite.



Feito com uma das castas da moda: Pinot Noir, ser do Douro, gostar do nome do vinho e sei lá mais o quê. O resto são deambulações pessoais que para o caso não interessam.



Um vinho perfumado, aparentemente com o (elevado) álcool dominado, que sabia bem, que escorria bem pela garganta. Que acompanhava a comida, que foi jogando sem sobreposições. Um bom vinho. Perguntar-me-ão, por certo, se respeitava as características organopléticas (epá, adoro esta palavra, torna a coisa mais emproada, não acham?) da casta. E eu respondo-vos, sem qualquer pejo ou receio, que não sei. Sei que gostei do vinho.



Como tal, e em jeito de remate final, direi que aconselho, que irei comprar, que irei repetir. Parece-me suficiente, não acham?

16 comentários:

sinnercitizen disse...

Pingus, reconheço a minha paixão por algumas castas "franciús", esta é uma delas. Recomendo, se não provou ainda, o Pinot da Quinta de Sant'Ana ou o quase impossivel de encontrar Pinot da Fundação Stanley Ho, feito em Colares. Este Olho no Pé, nunca provei. O nome, confesso, é soberbo!

Bem sei que outros o saberão melhor, mas parece-me que o Pinot Noir, dá-se bem com os ares de Sintra e arredores. Pelos menos já provei alguns Pinot's da região e são todos optimos. Embora o meu ponto de comparação seja os supra-referidos e um espécime alentejano, o Herdade do Meio de 2004. Fraco consolo, é certo mas é o que se arranja...

Pingus Vinicus disse...

Caro sinnercitizen, de facto existe uma paixão, penso generalizada pelo Piono Noir.

Acredito que em climas mais frios e atlânticos se dê melhor o Pinot Noir. E tenho ouvido a falar francamente bem do Pinot da Quinta de Sant'Ana. Infelizmente, ainda não bebi.

Curiosamente, não sou um grande apaixonado pelo Pinot da Herdade do Meio.

Anónimo disse...

Confirmo, o Quinta de Sant'Ana é realmente um dos melhores pinot's nacionais, ao lado do Campolargo, do Niepoort e do Casal Santa Maria. Fiz uma prova dos pinot existentes no mercado português que reportei aqui: http://forum.revistadevinhos.iol.pt/viewtopic.php?f=2&t=2660&hilit=pinot+noir mas entretanto parece que foram aparecendo outras referências como esse Stanley Ho e masi um ou dois...parece que vou ter de fazer uma nova prova...

Anónimo disse...

Caro Pingus,

comprei uma duzia de garrafas deste vinho precisamente a 1 ano. Resta uma na minha pequena garrafeira...gostei sempre, escorre bem, cheira bem e sabe bem. Hum...cheira-me que este fim de semana vou ficar sem a ultima...cumprimentos.IL

Anónimo disse...

E não se esqueçam do Quinta de Cidró, provavelmtente o melhor Pinot português....
reportei uma prova que fiz aqui

http://forum.revistadevinhos.iol.pt/viewtopic.php?f=2&t=2660&hilit=pinot+noir

Jorge Nunes disse...

Está de parabens o Tiago Sampaio e o seu projecto Olho no Pé. Estas vinhas estão em Alijó, a uma altitude de 700 metros o que beneficia a casta. Destaco tambem deste produtor o colheita tardia, a pedir meças aos melhores que se fazem em Portugal.

Pingus Vinicus disse...

Estimados nunca provei o Pinot da Quinat do Cidrô.

Anónimo disse...

Então e o Pinot do Campo Largo???

Cumps.
J Freitas

Pingus Vinicus disse...

Boa JFreitas. Bem apanhado! Além do mais é uma boa RQP.

Anónimo disse...

Boa noite

Para ser sincero não apreciei vinho principalmente tendo em conta o que paguei por ele.
Já provei alguns Pinot tais como o Casa do Cadaval 1996 e 2008, Quinta do Rol( não recordo o ano, foi na EVS) , Quinta de Sant'Ana 2010, Quinta do Cidro 2010(na EV) e o Aneto 2008 e 2009. De todos estes os que me agradaram menos foram o Olho no Pé e o Aneto 2009 e os que mais apreciei o Casa Cadaval 1996(bebido o ano passado) e o Quinta do Rol.

Cumprimentos

Bruno Santos

Pingus Vinicus disse...

Bruno, o interesse da coisa, isto é dos vinhos, é a subjectividade. Não temos que gostar todos do mesmo :)

A titulo pessoal, não conhecia o vinho que titula o post, como tal gostei dele.

Devo-lhe dizer que conheço o Casa do Cadaval e pessoalmente, gosto mais deste Olho do Pé :)

Agora fala num Pinot Noir, Quinta do Rol, que segundo consta é muito interessante!

Cumprimentos e continue a participar.

Nuno Monteiro disse...

Eu por acaso nunca me senti motivado a provar porque o nome me irrita, lol

L. disse...

só provei o cidrô. mas julgo que hove uma reformulação do pinot do cidrô, algures entre 2007 e 2009... e não apenas no rótulo. eu provei da versão anterior. interessante, perfumado, muito pronunciado sabor a ginjas mas a faltar alguma frescura. tenho que provar um mais recente.

Tiago Sampaio disse...

Todos os vinhos têm a sua história e acredito que o nome transmitir parte dessa história. Agora se os consumidores gostam ou não é outra conversa...
Quanto ao uso ou não de castas “da moda”, pessoalmente sou contra o uso indiscriminado, só por haver procura no mercado. Acredito que se devem adequar as castas (e a viticultura em geral) ao terroir que se tem, senão o risco de as coisas não resultarem é bastante alto.
É o caso do terroir que trabalho. Sim, é no Douro, mas um Douro que a maioria dos consumidores não conhece. Um Douro em altitude (quase nos 700m), bastante mais fresco do que as encostas ao longo do rio, e com solos baseados numa mistura de granito e xisto.
Sendo assim, e tendo ainda por cima uma encosta virada a Norte para explorar, são poucas as castas tintas capazes de “brilhar”. E falo em castas tintas por uma razão: cresci a ouvir que a zona em questão era má, nunca iria produzir vinho de qualidade,... Ora, juntando a minha paixão pessoal ao Pinot noir (adquirida noutras paragens do Planeta), à determinação de “quebrar” este estigma, o resultado está aí. A minha forma de expressar um dos muitos terroir do Douro, através de uma casta não nativa.
O gostar ou não do vinho, deixo aberto a discussão.

Pingus Vinicus disse...

Tiago Sampaio, obrigado pela sua participação.

Fernando C. Santos disse...

Uma sugestão com 1 ano de atraso: o Pinot Noir Reserva 2009 da Quinta do Rol.