Sem qualquer tese defensora da tradição ou das castas portugueses, e por que é assunto que não domino, direi que há muito andava atrás deste vinho. Várias eram as razões que alimentavam tamanho apetite.
Feito com uma das castas da moda: Pinot Noir, ser do Douro, gostar do nome do vinho e sei lá mais o quê. O resto são deambulações pessoais que para o caso não interessam.
Um vinho perfumado, aparentemente com o (elevado) álcool dominado, que sabia bem, que escorria bem pela garganta. Que acompanhava a comida, que foi jogando sem sobreposições. Um bom vinho. Perguntar-me-ão, por certo, se respeitava as características organopléticas (epá, adoro esta palavra, torna a coisa mais emproada, não acham?) da casta. E eu respondo-vos, sem qualquer pejo ou receio, que não sei. Sei que gostei do vinho.
Como tal, e em jeito de remate final, direi que aconselho, que irei comprar, que irei repetir. Parece-me suficiente, não acham?






14 comentários:
Pingus, reconheço a minha paixão por algumas castas "franciús", esta é uma delas. Recomendo, se não provou ainda, o Pinot da Quinta de Sant'Ana ou o quase impossivel de encontrar Pinot da Fundação Stanley Ho, feito em Colares. Este Olho no Pé, nunca provei. O nome, confesso, é soberbo!
Bem sei que outros o saberão melhor, mas parece-me que o Pinot Noir, dá-se bem com os ares de Sintra e arredores. Pelos menos já provei alguns Pinot's da região e são todos optimos. Embora o meu ponto de comparação seja os supra-referidos e um espécime alentejano, o Herdade do Meio de 2004. Fraco consolo, é certo mas é o que se arranja...
Caro sinnercitizen, de facto existe uma paixão, penso generalizada pelo Piono Noir.
Acredito que em climas mais frios e atlânticos se dê melhor o Pinot Noir. E tenho ouvido a falar francamente bem do Pinot da Quinta de Sant'Ana. Infelizmente, ainda não bebi.
Curiosamente, não sou um grande apaixonado pelo Pinot da Herdade do Meio.
Caro Pingus,
comprei uma duzia de garrafas deste vinho precisamente a 1 ano. Resta uma na minha pequena garrafeira...gostei sempre, escorre bem, cheira bem e sabe bem. Hum...cheira-me que este fim de semana vou ficar sem a ultima...cumprimentos.IL
E não se esqueçam do Quinta de Cidró, provavelmtente o melhor Pinot português....
reportei uma prova que fiz aqui
http://forum.revistadevinhos.iol.pt/viewtopic.php?f=2&t=2660&hilit=pinot+noir
Está de parabens o Tiago Sampaio e o seu projecto Olho no Pé. Estas vinhas estão em Alijó, a uma altitude de 700 metros o que beneficia a casta. Destaco tambem deste produtor o colheita tardia, a pedir meças aos melhores que se fazem em Portugal.
Estimados nunca provei o Pinot da Quinat do Cidrô.
Então e o Pinot do Campo Largo???
Cumps.
J Freitas
Boa JFreitas. Bem apanhado! Além do mais é uma boa RQP.
Boa noite
Para ser sincero não apreciei vinho principalmente tendo em conta o que paguei por ele.
Já provei alguns Pinot tais como o Casa do Cadaval 1996 e 2008, Quinta do Rol( não recordo o ano, foi na EVS) , Quinta de Sant'Ana 2010, Quinta do Cidro 2010(na EV) e o Aneto 2008 e 2009. De todos estes os que me agradaram menos foram o Olho no Pé e o Aneto 2009 e os que mais apreciei o Casa Cadaval 1996(bebido o ano passado) e o Quinta do Rol.
Cumprimentos
Bruno Santos
Bruno, o interesse da coisa, isto é dos vinhos, é a subjectividade. Não temos que gostar todos do mesmo :)
A titulo pessoal, não conhecia o vinho que titula o post, como tal gostei dele.
Devo-lhe dizer que conheço o Casa do Cadaval e pessoalmente, gosto mais deste Olho do Pé :)
Agora fala num Pinot Noir, Quinta do Rol, que segundo consta é muito interessante!
Cumprimentos e continue a participar.
Eu por acaso nunca me senti motivado a provar porque o nome me irrita, lol
só provei o cidrô. mas julgo que hove uma reformulação do pinot do cidrô, algures entre 2007 e 2009... e não apenas no rótulo. eu provei da versão anterior. interessante, perfumado, muito pronunciado sabor a ginjas mas a faltar alguma frescura. tenho que provar um mais recente.
Todos os vinhos têm a sua história e acredito que o nome transmitir parte dessa história. Agora se os consumidores gostam ou não é outra conversa...
Quanto ao uso ou não de castas “da moda”, pessoalmente sou contra o uso indiscriminado, só por haver procura no mercado. Acredito que se devem adequar as castas (e a viticultura em geral) ao terroir que se tem, senão o risco de as coisas não resultarem é bastante alto.
É o caso do terroir que trabalho. Sim, é no Douro, mas um Douro que a maioria dos consumidores não conhece. Um Douro em altitude (quase nos 700m), bastante mais fresco do que as encostas ao longo do rio, e com solos baseados numa mistura de granito e xisto.
Sendo assim, e tendo ainda por cima uma encosta virada a Norte para explorar, são poucas as castas tintas capazes de “brilhar”. E falo em castas tintas por uma razão: cresci a ouvir que a zona em questão era má, nunca iria produzir vinho de qualidade,... Ora, juntando a minha paixão pessoal ao Pinot noir (adquirida noutras paragens do Planeta), à determinação de “quebrar” este estigma, o resultado está aí. A minha forma de expressar um dos muitos terroir do Douro, através de uma casta não nativa.
O gostar ou não do vinho, deixo aberto a discussão.
Tiago Sampaio, obrigado pela sua participação.
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