quinta-feira, dezembro 29, 2016

Gosto disto pá!

Gosto disto pá! Curto muito o vinho. Sabe-me bem, muito bem aliás. Um vinho elegante, equilibrado, afinado. Alinha acima de tudo pela suavidade e frescura. 


A título pessoal, valendo pouco as bocas que amando, atrevo-me a dizer que ganharia outra dimensão, outro nível, se fosse feito sem qualquer contacto com a madeira. Apesar de pouca, libertava-o. A fruta, de elevada qualidade, dá ideia que não precise de ser condimentada. Uma questão de opção, de pormenor. De resto, nada a apontar. 


O que importa é ter estado mais uma vez perante um belo vinho e que gosto muito de beber. Daqueles vinhos que têm a gentileza de não cansar. Nem um pouco. E isto para mim é, na maior parte dos casos, mais que suficiente. 

domingo, dezembro 18, 2016

O Pingus gostou mais destes: Os Eleitos de 2016

Aqui está ela. A verdadeira lista! É esta que conta e que interessa. Esqueçam lá as outras. Nada se compara a esta selecção, em que todos os felizes contemplados tiveram que patrocinar para estarem aqui. Aviso, também e desde já, que não me responsabilizo pela eventual especulação que possa haver no preço dos vinhos.
Como sempre, e para não destoar, a minha escolha assenta em aspectos muito obscuros, tendenciosos e amplamente emocionais. Não existindo, por isso, critérios e regras. Minto. Respeitam apenas uma única condição: estarem registados através de fotografia no meu pasquim. Quem quiser estar presente, para o ano, já sabe. 


Vinhos Verdes/Alvarinhos/Regional Minho

Douro

Dão

Bairrada

Beira Atlântica/Beira Interior

Collares/Lisboa/Península de Setúbal

Porto/Moscatel de Setúbal/Madeira

E até para o ano, se me apetecer!

sábado, dezembro 17, 2016

Quando menos se espera...

O post é inútil. É um facto. De qualquer forma atrevo-me a partilhar com vocês umas pequenas linhas. Não vos ocupo muito tempo. Sei que andam ocupados com as múltiplas festas que por estes dias decorrem e decorreram no seio comunidade.


A garrafa abriu-se porque era preciso abrir qualquer coisa para fazer companhia a mim e à noite. Estava para ali há anos e ninguém fazia a mínima ideia o que era. Era qualquer coisa que sempre esteve na estante. Encalhada. Nunca despertou interesse. Eventualmente seria um simples vinho, sem especiais atributos, em que o destino seria, na melhor das hipóteses, o tempero, o condimento para aquele bife especial.


E quando se menos espera, temos algo no copo, que mesmo não fazendo pirraça ao mundo, conseguiu aconchegar-me durante as horas mais profundas de uma noite que teimava em não terminar, contra todas as expectativas. Apraz dizer que nem tudo está perdido.

sexta-feira, dezembro 16, 2016

O Prémio vai para ... Torulaspora delbrueckii e Metschnikowia pulcherrima

Eu pensava que havia limites. Mas estava profundamente enganado. Não existem limites para o absurdo. Agora vamos ficar a par das mais recentes novidades e avanços tecnológicas em redor do vinho. E pelo nome que algumas das referidas novidades ou avanços têm, fico com medo de beber vinho. Ai fico, fico. Assustam, atemorizam-me, fazem-me tremer. O reino de W continua a surpreender pela falta de equilíbrio, de bom senso.


Mas acredito que tais novidades ou avanços tecnológicos sirvam para facilitar o trabalho na fileira (LOL) do vinho. Eu vou, mas é, passar a beber só o vinho lá da Quinta. Sei o que o meu tio, o meu pai e eu metemos lá para dentro do lagar. De qualquer modo, obrigadinho pelas informações.

quinta-feira, dezembro 15, 2016

Provavelmente o Espumante Baga Bairrada que mais gostei!

Bom, a coisa vai ser muito simples. Como todos sabemos, tudo se resume ao que gostamos mais ou gostamos menos. Tudo o resto, como também sabemos, é verbo de encher. Blá, blá, blá.


Apraz dizer, de uma forma clara e inequívoca, que este espumante das Caves Messias é provavelmente o espumante do universo Baga Bairrada que mais gostei de beber, entre aqueles que bebi.


Com uma finesse e elegância muito bem conseguida. E prontos era só isto que queria e tinha para dizer. Escusado será dizer que fui patrocinado para dizer isto (os valores foram comunicados à CMVM)!

terça-feira, dezembro 13, 2016

Dorna Velha: Ainda Existe?

Uma coisa simples e descomplicada. Nunca mais vi este vinho. Recordo que até era um vinho com nome, com status. Era coisa digna. Depois parece que se esfumaçou, quando começaram a surgir novos nomes, novas coqueluches.  Puf, parece que desapareceu. Nunca mais o vi.


Pessoalmente, até era um vinho que gostava, que até apreciava, que até comprava. Gostava, pronto.


Este estava elegante, muito equilibrado. Com tudo ainda no lugar. Foi, acima de tudo, perfeito para o momento em que se estava. E pronto, era só mesmo isto que tinha para dizer. Fiquem bem e até ao meu regresso.

sexta-feira, dezembro 09, 2016

Nova Informação: Mais Duas Garrafas Vazias!

São mais duas garrafas vazias. Duas garrafas que continham dentro de si dois vinhos num estado fabuloso. Posso afiançar-vos que se beberam com enorme sofreguidão, como se o amanhã não aparecesse. 


Dois vinhos que recordam uma época em que gostava deles, em que os comprava, em que faziam parte das minhas escolhas.


Dois vinhos brancos que se apresentaram num estado de maturidade, de evolução, de complexidade assinaláveis. O resultado, como já foi dito no inicio, foi simples: mais duas garrafas vazias. E até para a semana.


quarta-feira, dezembro 07, 2016

Fernando Soares Franco

Vamos lá falar de coisas mais sérias. Existem vinhos que atingem uma dimensão que não está ao alcance da maior parte. São vinhos de autor, carregados de um sentimentalismo muitas das vezes inexplicável. Vinhos que atingem níveis de complexidade elevadíssimos. Conciliam, de modo superlativo, tudo aquilo que pretendemos num vinho. Em Português popular e sem rendinhas, podemos dizer que são vinhos do caraças!



O problema, depois, cifra-se na habituação. Habituamos-nos a um determinado conjunto de prazeres que a carteira não consegue acompanhar. E as ressacas, como sabem, são bem lixadas. Depois os produtos de substituição não garantem o mesmo estado de euforia. Uma verdadeira porra.

terça-feira, dezembro 06, 2016

The TOP 100 of 2016: Uma Pequena Nota

Parece que é sempre uma excitação quando saem as listas dos melhores lá fora. Acredito que é muito importante, para a fileira do vinho em Portugal (adorei usar esta palavra - fileira), aparecerem vinhos portugueses nesses rankings internacionais. E para esclarecer os mais distraídos, devo dizer que também fico contente. Aliás, fico sempre contente quando somos reconhecidos fora das nossas fronteiras, nas mais diversas áreas. Sou um indefectível defensor do meu país.

A LISTA QUE TODOS CONHECEM AQUI
Já sei que vão amandar pedras, mas devo dizer-vos que às vezes fico meio admirado, quiçá um pouco perplexo com algumas das escolhas que aqui ou além vão surgindo. Chego quase a pensar se eles lá longe não conhecem mais vinhos nossos. É que alguns deles, dos vinhos, são assim para o menos evidente (para não ferir susceptibilidades), independentemente os critérios usados. Mas pronto, parabéns a nós. Ou melhor, parabéns aos felizes contemplados.

segunda-feira, dezembro 05, 2016

Mandamentos para o Sucesso

É serviço público! São dez mandamentos para o sucesso, para se ser alguém na vida. 


1-Ser fofinho;
2-Voltar a ser fofinho;
3-Nunca deixar de ser fofinho;
4-Dizer sempre coisas fofinhas;
5-Repetir sempre coisas fofinhas;
6-Elogiar sempre os grandes com adjetivos fofinhos;
7- Atacar os fracos de forma acutilante;
8-Ser profundamente inócuo;
9-Ter sempre um sorriso fofinho; 
10-Nunca esquecer de ser sempre fofinho.

Não precisam de agradecer. 

domingo, dezembro 04, 2016

Simplesmente muito bom!

Quase que me bastou cheirar para perceber que tinha ali à frente um moscatel de grande dimensão! Um moscatel de enormíssima qualidade a todos os níveis. Quase completo, quase excelente.


Aquele toque a "vinagrinho" foi quase condição suficiente para colocar este vinho no grupo dos vinhos que mais gostei de beber este ano. Cheiros e sabores com uma complexidade assinalável a todos os níveis.


Não tenho qualquer pejo em afirmar, preto no branco e sem qualquer rodeio, que isto é simplesmente muito bom, ombreando com os melhores moscatéis da região de Setúbal. Digamos que está noutra dimensão, bem longe de um pelotão que é muito mediano.

sexta-feira, dezembro 02, 2016

Olhem que são bem curiosos!

Raramente (ou nunca) vim para aqui falar de vinhos que provei em determinado evento, sejam eles quais forem os vinhos ou os eventos. Mas desta vez, abri uma excepção. Não resisti.


Olhem que está aqui uma coisa bem gira, engraçada, muito curiosa, bem porreira. Curti um conjunto de vinhos, que não conhecia de todo. Feito por jovens, tenho que assumir publicamente que fiquei verdadeiramente surpreendido pela forma apaixonada e sonhadora como apresentaram o projecto. 


Um conjunto de vinhos bem desalinhados (principalmente o rosé e os tintos), quase anacrónicos, mas com uma forte vertente gastronómica. São literalmente vinhos de extremos. Não dá para ficar indiferente. Epá, que tenham muito sucesso. Força aí!