quinta-feira, setembro 28, 2017

Quem dá uma ajuda?

Enquanto procurava por fotos de vinhos de amigalhaços para promover, publicar e fazer publicidade, reparei que ainda tinha guardado na memória do telemóvel duas fotos de um vinho. Apenas diferem na colocação do copo e na presença de uma migalha na toalha de refeição. Ah, reparei que numa delas, a da migalha, também está o saca-rolhas. Parte dele. Meros pormenores estéticos. 


Colocando de lado o facto de ser um vinho comemorativo da Adega Cooperativa, temos ou tínhamos aqui um exemplo de como é que uma pequena COOP do Dão, em comparação com as suas congéneres da região, conseguiu fazer algo personalizado, meio diferente, com laivos de classicismo muito curiosos. Tudo isto a um preço bem porreiro. Algumas boquinhas deviam ter provado este vinho. 


A Porra disto tudo é que agora gostava de ter o vinho e não o consigo encontrar. Quem dá uma ajuda?  Estupidamente não me abasteci convenientemente. Um gajo anda sempre a contar o guito.

segunda-feira, setembro 25, 2017

Quinta dos Roques: Encruzado de 2015

Não, não vos trago nenhuma novidade. A maior parte de vocês já o deve ter bebido, mais que uma vez. O nome do produtor e casta são velhos conhecidos. Respeitados no meio. Por isso, desculpem lá, a monotonia que isto está a ser.


Costuma-se dizer que a última colheita é sempre a melhor. Não sei se é o caso, mas de qualquer modo posso afiançar-vos (gostei desta palavra) que este vinho está a preparar-se para ser um dos melhores encruzados feitos por este produtor e um dos melhores da região.


Caminha para um equilíbrio e finura assinalável, onde a fruta, a madeira e aquela frescura tão típica do Dão se envolvem de forma coerente. Digamos que está a ficar ainda mais afinado, sénior e mais adulto. Numa linguagem brejeira e sem qualquer cuidado, diria que está um vinho do caraças. É, efectivamente, um valor seguro. Colheita após colheita, não falha, não desalinha. Mais coisa menos coisa, não nos deixa insatisfeito ou desiludido. Um exemplo de consistência.

domingo, setembro 24, 2017

Porque não oferecem?

Expliquem-me, por favor, como é possível? Como é possível que existam promoções deste calibre? As diferenças entre os eventuais preços reais e os promocionais começam a ser cada vez maiores. Quase demenciais. Qualquer dia, irão oferecer vinho. Não me digam, por favor, que são os produtores a suportar estas rebaixas de preço. Não acredito, porque todos nós sabemos que estamos perante marcas feitas de propósito para as algumas cadeias de supermercado. 


Não quero acreditar que a malta, o vulgo tuga, que compra estes vinhos (não discuto a sua qualidade) acredite (ou continue a acreditar) piamente que estas promoções são mesmo verdadeiras, que são mesmo genuínas. Esta porra faz-me, e continua a fazer-me, uma enorme confusão na mona. Não há maneira de ser compreendida.


Só queria que uma alma caridosa me explicasse tim por tim como é que isto acontece. Como é possível que um vinho tenha descontos na ordem dos 70%. Toda esta treta tem ares de aldravice. Ou sou estarei, mais uma vez, a exagerar, a ver coisas que não existem? A ser mais um a perturbar este mundo cor-de-rosa.

quinta-feira, setembro 21, 2017

Quinta da Bacalhôa: Tenho que admitir que ...

Bom, larguemos aqueles assuntos que são menores, mas que no fundo divertem-nos e animam a coisa. Decididamente alguma malta leva isto tudo muito a sério. Mas cada um na sua e passemos ao que interessa: A encíclica de hoje e provavelmente a última da semana.
Epá, tenho que admitir publicamente que gostei deste vinho (branco). Gosto quando gosto, não gosto quando não gosto. Digo-o sem qualquer rodeio, ressalva ou mas. Gostei.


Gostei francamente do vinho. Soube-me bem, caiu-me bem. Elegante, sóbrio, pouco exuberante, num registo muito limpo. Com uma curiosa fragilidade que me cativou. Daqueles vinhos, perdoem-me a ligeireza das minhas palavras, que se vão bebendo tranquilamente, sem nos irritar, sem se sobreporem a tudo o resto.


Posso partilhar, até, que foi baixando os níveis de ansiedade que carregava em cima do lombo. Um tipo, às vezes, precisa de algo que coloque ao nível do chão estados de alma menos desejados. Talvez, talvez, precisasse de um pouco mais de nervo, de tensão, de energia. Assim teríamos aqui uma coisa do caraças.

quarta-feira, setembro 20, 2017

Ofereço o meu Lugar!

Mr Aníbal (que é jornalista, autor, provador, enólogo, comprador, escanção (amador) e blogger. Ufa!) continua a surpreender-nos com as suas nomeações. Sem justificações, sem dizer porque escolhe este ou aquele, consegue deitar para fora da sua lista de escolhidos, três dos blogues que foram considerados por ele como os melhores. O que é, no mínimo, muito estranho. Já não prestam? Assim tão rapidamente? Então três dos melhores blogues para Aníbal Coutinho, e que estão em actividade, deixaram de ter qualidade, assim num ápice? O que é que aconteceu, por exemplo, para que o vencedor do ano passado fosse excluído, assim no estalar de dedos?

Nomeados: Clube de Vinhos Portugueses; Comer, Beber e Lazer; Contra-Rótulo; Drinked In; Enófilo Militante; Grão Duque Sambrasense; Os Vinhos; O Vinho Em Folha; Pingas no Copo; Vinho Porto Vintage
Se, por ventura, existir por aí alguém interessado em ficar com o meu lugar na pole final de Aníbal Coutinho, ofereço de bom grado. Não tem qualquer sentido o Pingas no Copo ser nomeado para o quer seja. Ufa!

segunda-feira, setembro 18, 2017

A Reboque de Pedro Garcias

Para ler e para reflectir, mais um artigo de Pedro Garcias. É tempo da malta que gosta de vinho, que o bebe e que perde tempo a falar sobre o assunto, de uma vez por todas, começar a entender que a porra dos concursos e das medalhas têm um valor, muitas vezes, nulo. Valem o que têm de valer.
De uma vez, por todas, e dirigido à malta que gosta de copos, é tempo de começar a pensar que não há os melhores vinhos do mundo. Não há, porque as grandes casas mundiais não metem ao barulho os seus vinhos. Com medo, dirão vocês em coro. Nada disso, apenas não se querem misturar com o grande grosso de vinhos, muitos deles sem ponta de interesse, sem história e que acabam por receber, ainda assim, uma condecoração merecida ou imerecida. Eu também não metia. Livra, era o que faltava. Bastava só contextualizar, para evitar mal entendidos. Mas fica a ideia que quem faz divulgação/jornalismo sabe menos que o Zé da Esquina (nós).


Pedro Garcias fala que seria bem melhor que a critica profissional (adoro fazer esta distinção) fosse ao mercado comprar os vinhos que prova e classifica, ficando o encargo financeiro por conta do produtor (ou do distribuidor - porque não?). Seria perfeito, pois estaríamos, deste modo, mais próximos da realidade do consumidor. Sei que é quase impossível que tal cenário possa vir a acontecer. Mas porque não experimentar esporadicamente? Tipo, fazer regularmente umas provas(zinhas) com vinhos comprados nos locais A, B ou C (identificados de preferência e até serviria de promoção). Mas sem avisos prévios às lojas, por favor. Epá, era uma pedrada no charco. Era estar a dar sinais aos seus leitores que querem estar, de facto, mais próximos deles. Da realidade deles.
E aos bloggers que recebem amostras? Porque não, começarem a dizer que este e aquele vinho foi oferecido para a prova? Que provaram este ou aquele vinho no conforto da adega do produtor, à mesa com ele, que são amigos ou que dão-se muito bem com X ou Y ou Z? É que a mim sabe-me muito melhor o vinho quando estou com o produtor, com o enólogo à mesa com eles (se não pagar, melhor ainda). É que ninguém pode ser acusado de ter amigalhaços. Eu tenho os meus e não os escondo. Como também tenho aqueles que não gosto e não os escondo. Faz parte da vida.

sexta-feira, setembro 15, 2017

Horácio Simões: Viva a Alegria!

E é isto: sexta-feira. Dia para o deboche, dia destinado ao exagero, para sermos estroinas. Como tal, dia indicado para nos divertirmos. Diversão sem limites impostos. O dia da pândega. 


Nada melhor que pegar num vinho divertido, alegre, descomprometido, profundamente apetitoso e guloso. Vinho perfeito para estar numa mesa com aqueles amigos do peito que gostam de um belo churrasco, de petiscar, de picar isto e aquilo. De ficarem empanturrados.


Bebe-se sem moer cabeça, no sentido literal do termo. Ainda assim não é um vinho qualquer. É um vinho que mostra que foi feito com preceito e com cuidado. Por isto tudo e mais alguma coisa que se beba e que se desfrute, pois está bem esgalhado. Ah! Bom fim de semana (com hífen ou sem hífen?).

quinta-feira, setembro 14, 2017

Quinta das Maias: Confortos

Quem não precisa de conforto em determinadas alturas? Quem em determinados momentos não se aconchega numa qualquer coisa para tentar amaciar aquela saudade, aquele estado de alma mais atribulado? Aquela necessidade...

Fresco e sóbrio. Com indicações que vai evoluir muito bem. 
Qualquer que seja o vinho da Quinta das Maias, do mais prosaico ao mais elaborado, catapulta uma torrente de emoções, de vivências e memórias profundamente intimas e pessoais. Não são coisas fáceis de explicar, de torná-las compreensíveis. É muita coisa e ao mesmo tempo não é nada.

Acima de tudo, um vinho com imensa personalidade.
São uma perfeita embrulhada de acontecimentos. Ainda assim, existe sempre uma imagem que sobressai, que se destaca de toda a confusão. A minha mãe. Uma apaixonada pela sua terra, pelas suas montanhas, pela sua Serra, pelas Maias. Basicamente tretas para vocês.

terça-feira, setembro 12, 2017

Ando Esquisito

Ou eu estou errado ou é o mundo. Há aqui qualquer coisa que não bate certo. Numa altura em que os vinhos são todos bons e andam todos bem classificados, parece que tenho mais dificuldade em ficar satisfeito. 


Até experimento, até vou à procura de coisas que dizem ser de top(o), que são xpto, que são isto e aquilo, que são o último grito das novidades. Mas fico quase sempre insatisfeito, esmorecido, chateado. Caramba, como é que possível não ficar saciado com tanta coisa boa que anda por todo lado e que são o pináculo da perfeição. Coisas de um gajo esquisito.

domingo, setembro 10, 2017

Vá, tenham lá calma!

Vá, tenham lá calma. Não se enervem com o que o pessoal partilha nas redes. Não levem tudo a peito, que o mundo é bonito, redondo, está cheio de gente bonita e amigos por todo o lado.
Vá, não levem as coisas muito a sério. A sério. Até parece que (nós) influenciamos os gostos dos outros, até parece que decidimos as tendências do mercado, até parece que somos críticos à séria. Até parece que dão importância à nossa opinião. 


Eu sei que temos a tendência para opinar sobre tudo, tal como os críticos à séria. Mas malta, somos apenas um grupo de gajos e gajas (menos) que gosta de mandar umas bocas para o ar e dizer o que nos vai na alma. Nada mais que isto. Aqui a malta gosta do que tem de gostar, e desgosta do que não gosta. A malta não deve nada a ninguém e não tem que prestar contas a ninguém. Vá lá, tenham calma, não se enervem.

quinta-feira, setembro 07, 2017

Caramba!

Não sei se já aconteceu com vocês. Às vezes dou comigo a olhar para determinada garrafa, após alguns dias, e reparo que não fui capaz de acabar com ela. Ao ponto de ficar esquecida no frigorífico. Devo dizer-vos que fico perplexo quando isso acontece.


Como é possível um gajo que limpa uma garrafa em dois tempos (tempos = dias), não conseguir, por vezes, terminar uma tarefa tão simples? Caramba, é coisa de bruxas ou bruxos. Para não ser acusado de descriminação no que respeita ao género.

quarta-feira, setembro 06, 2017

Epá Malta! É do Caraças!

Num registo completamente desprendido e sem qualquer salamaleques, o que apraz dizer é rápido, conciso e directo. Ou apenas, como quase sempre, um articulado repleto de desapego pessoal sobre a arte de esclarecer.


Existem vinhos que nos marcam. Marcam o dia, marcam o momento e marcam-nos pela qualidade, pela forma como nos prenderam, nos agarraram. Este vinho entrou nos lote dos melhores vinhos brancos que bebi neste malfadado ano de dois mil e dezassete.


Um vinho que revelou ter carácter, complexidade, profundidade e enorme frescura e tensão. Com fruta viva e sadia, sem qualquer rasgo de amadurecimento exagerado. Nos trinques. Um vinho branco com nove anos de idade e que se mostrou, vejam lá a coisa, ainda cheio de juventude. Um vinho do caraças, meus amigos! Do caraças!

sexta-feira, setembro 01, 2017

Sou eu que digo: Isto é muito bom!

Ora aqui vai a opinião mais importante. A minha! Sou eu e a minha bitola, não sei qual é, que vai definir se vale a pena ou é mais um emplastro. Mais um verbo de encher. É que, como já falámos, tudo parece ser muito bom, nos últimos tempos.


Epá malta, tenho que assumir que este vinho está muito bem feito. Situa-se num nível muito alto, a todos os níveis. Equilíbrio, frescura, complexidade, envolvimento. Muito bom.


Um vinho que poderá ganhar uma dimensão ou estatura ainda maior, com o tempo. Bem maior. E sem qualquer medo ou receio, diria-vos que este vinho pode ombrear com os melhores vinhos brancos do país. É coisa que merece respeito. É a minha opinião e é ela que conta. Para mim e para os vizinhos daqui da rua.