sexta-feira, março 24, 2017

Tive que reforçar o stock de Pipocas

Epá acordei estremunhado com o barulho de tanta novidade. Entre a Velha Revista de Vinhos e a Nova Revista de Vinhos (que se vai chamar Vinho - Grandes Escolhas ???), a sacra-aliança entre a Masemba e a EV-Essência do Vinho e o fim da revista Wine, devo dizer que as coisas estão muito giras lá no meio do mundo profissional. Aquele que vive declaradamente à conta do vinho. 
Às claras, agora, vamos observando as mudanças que vão acontecendo. Nomes velhos, nomes novos. As mesmas equipas, outras equipas. Eventos que vão ser novos em locais antigos, eventos antigos que irão acontecer, quiçá, em novos locais. Até se falou de uma possível reedição da velha e saudosa reconquista feita pela malta lá de cima. 
Tudo isto se passa, vejam lá malta, no meio das redes sociais. Aquele local onde costumamos lançar uma boca. O nosso recreio. De um momento para o outro, vemos distintas figuras a marcarem terreno, a largarem piadas (alguns precisam de afinar a coisa), a partilharem links, a mandarem bocas para aqui e para ali. E eu que pensava que estas salganhadas eram um privilégio só nosso. Está mal. Afinal eles divertem-se da mesma maneira que nós. É giro. É muito giro, devo dizer. 


Apesar de ser uma tarefa demorada, não deixa de ser engraçado, também, espreitarmos para ver quem dá os parabéns a cada um dos lados e os acompanha com votos de sucesso e de fidelidade eterna. Mais giro, ainda, é vermos que existe uma porrada de malta a felicitar e a fazer juras de amor em ambos os lados da barricada. Outros simplesmente metem like em todos e mais alguns. Há que prevenir. Tenho que vos confessar que tive de reforçar o meu stock de pipocas, porque vamos ter muitas sequelas, pois o enredo parece ser denso. Vamos ver se a capital do império vai aguentar com tudo isto. É muita gente junta. Agora sim, bom fim de semana, que amanhã vou beber copos. 

quarta-feira, março 22, 2017

Quem está mal que se mude...

Há dias a matutar com isto. Uma das grandes falhas para quem gosta de vinho em PT é a quase ausência de arrojo na opinião. Comenta-se e critica-se muito pouco. O que se faz, cada um à sua maneira, é descrever, com mais ou menos flores e muito superficialmente, este ou aquele vinho, esta ou aquela apresentação, esta ou aquela situação, este ou aquele lançamento.
Quando se esbarra contra assuntos de maior melindre, a tendência é para virar a cara e assobiar para o lado. Queima. Ficamos resumidos a ovações. Ovaciona-se tudo, dá-se os parabéns por tudo e por nada. Fica-se com a ideia que vivemos numa dimensão awesome.
Fico com a impressão que a malta, seja ela qual for, dá-se mal com o comentário, seja ele esclarecido ou não, seja ele especializado ou não. Dá-se mal, acima de tudo, com o comentário que não seja concordante, que não esteja enquadrado pela bitola da maioria. Provoca incómodo e é considerado incendiário e gratuito. Aprecio, devo dizer, quem discorda e que no final tem coragem para beber um copo, sem rancor pelo o seu contendedor.


Como consequência, somos confrontados, eu sou, com uma realidade que é cada vez mais normalizada, sem qualquer rasgo de genialidade, onde o comportamento inócuo impera. Um estilo opinativo que não cria ondas e satisfaz. São as tais opiniões equilibristas que tem como finalidade não melindrar e deixar contente ou satisfeita toda a gente. Fica no ar a ideia de que o objectivo é ter direito a uma parte do bolo, independentemente se é uma migalha ou uma fatia bem mais robusta. Mas quem não gosta de participar numa festa?
Se do lado de lá (o do profissional, no sentido lato), até aceito e compreendo alguma contenção, pois a teia de interesses (sem qualquer sentido pejorativo) é grande, nunca compreendi, ao fim destes anos todos, que do lado de cá (o do consumidor blogueiro ou não) se evite sistematicamente dar uma opinião mais assertiva. Muitas vezes, bastaria um simples não gosto ou não concordo ou ainda acho que não é bem assim para animar a coisa. Será assim tudo tão bonito? Nunca consegui compreender. Mas como se costuma dizer, quem está mal que se mude.

terça-feira, março 21, 2017

Excessivo?

Existem vinhos que são, ou deviam ser, incontornáveis e obrigatórios pelas mais diversas razões. Vinhos que possuem uma dimensão ímpar, impossível de ser caracterizada. São por isso, vinhos de contemplação, para serem bebidos com preceito e não esvaziados de conteúdo por via de meia dúzia de palavras pré-feitas e previsíveis que desembocam em análises ambíguas. São, acima de tudo, exemplos de excelência, que roçam aquela dúbia noção que é a perfeição. Contemplemos, por isso, sem fazer muito barulho. Silêncio, por favor.



Resumindo a coisa, não há muito mais a dizer, são dois vinhos que merecem estar naquele pequeno espaço que é o vértice da pirâmide. Lugar destinado só aos melhores entre os melhores. Nos melhores do Dão e nos melhores Portugal. Excessivo? É possível, mas que se lixe.

segunda-feira, março 20, 2017

Além da Revista de Vinhos: A Falta de Alternativas!

Na continuação do que já sabemos sobre as mudanças na RV (Revista de Vinhos) e em jeito de balanço pessoal, noto que ao fim destes anos não houve a capacidade para criar qualquer coisa à séria, nos moldes que quisermos, online ou papel, com a força e o engenho para ser efectivamente um contrapoder. Uma verdadeira alternativa ao domínio avassalador da RV. Uns poderão ficar contentes, é normal, outros nem tanto. Uma das razões poderá estar relacionada com a dificuldade do mercado em absorver e sustentar vários projectos, dando-lhes verdadeiro significado e importância. Dito de outra forma, o número de potenciais leitores é, creio, um nicho dentro de um nicho. E os patrocinadores não são ilimitados. É um nichozinho, onde um conjunto indivíduos circula nos mesmos espaços, quase em circuito fechado. Sejamos francos, a maior parte da malta, vulgo consumidores, não quer saber disto. Os interessados estão no outro lado: profissionais do vinho (produtores, enólogos, distribuição, agências de comunicação ...).


A falta de outras opções válidas no meio editorial, tem sido umas das maiores lacunas na crítica de vinhos em PT. O que surge, na minha opinião, corrijam-me se estiver errado, não é mais, na maioria dos casos, que uma reprodução do que a RV faz ou fazia, com todos os seus defeitos e virtudes.
As alternativas carecem, na maior parte das vezes, de artigos e reportagens assertivas e reflexivas, que espicacem o leitor interessado ou o industrial do vinho (no sentido lato). Carecem de inovação (não me venham falar de imagem). Acabam, infelizmente, por enredar-se num modelo que não é o deles. Na sua maioria emitem opiniões equilibristas, fracas de conduto, que têm como intuito cativar, indo cair muitas vezes na avaliação alta. Tentam credibilizar-se, parece-me, através da atribuição de prémios. Nada contra, até entendo, mas parece-me muito pouco para quem ambiciona posicionar-se como real alternativa. Quem fica a perder é a pluralidade. Coisa de menor monta. Mas provem-me que estou completamente enganado.

sexta-feira, março 17, 2017

São coisas minhas!

Este é um momento só meu. A foto é simbólica, íntima. Para vocês será apenas uma foto mal tirada, com meia dúzia de apetrechos sem qualquer ligação entre eles.


Ao rever algumas memórias, fixei-me nesta foto e embrulhei-me no meio de um redemoinho de sentimentos contraditórios. Nesta mesa, em seu redor, estiveram sentados os poucos que ainda restam e os que vieram ocupar o lugar daqueles que já não estão presentes. Aqueles que se foram embora sem autorização. Percebi que ainda estou profundamente zangado com eles. Foram-se embora, sem dizer adeus, sem pedirem desculpas por irem mais cedo. Foi uma enorme falta de educação. Fiquem bem, o blogue regressa para a semana.

quarta-feira, março 15, 2017

Quinta do Piloto: Sim, gostei!

Não vou repetir o que penso sobre a PS (Península de Setúbal). Seria penoso e provavelmente incompreendido. Como sabem não tenho o hábito de meter debaixo do tapete aquilo que não gosto ou sequer ficar aziado com quem não concorda comigo. Não se pode gostar de tudo, não se pode concordar com tudo. Um pouco como as relações entre as pessoas. São regras da vida. Perde-se, ganha-se. No final, pouco conta para a equação o que achamos e o que pensamos. Se sou ligeiro a apontar o dedo quando não gosto, também gosto de realçar quando acontece o contrário (mesmo quando não estaria à espera), como é o caso.



Gostei do vinho. Gostei francamente do vinho. Pareceu-me ser um vinho que tenta ser algo, não sei definir, diferente do registo normativo da região. Numa linha, fiquei com a sensação, mais dura, mais masculina, pouco dada a nuances exóticas o que, devo dizer, só lhe fica (muito) bem. Digamos que não é um vinho exuberante, levando-me a pensar que provavelmente não será um vinho lá muito consensual (desconfiarei de quem me diga o contrário). Apreciei a sua forma algo sisuda, pouco expansiva que ia mostrando ao longo dos momentos que foi sendo bebido.  E, mais uma vez, ainda bem. A repetir, decididamente.

segunda-feira, março 13, 2017

Livra! Também isto?

Quando estes vinhos e quejandos iguais começam a usar a expressão vinhas velhas, apetece-me pedir para que não metam nos vossos rótulos tal indicação. Começa a ficar demasiado banal, vulgarizado, corriqueiro. Começa a saturar. Não metam. É quase uma afronta às vinhas que são mesmo velhas ou às vinhas que são mesmo especiais.


Epá, comecem a usar outras referências como vinhas imberbes, infantis, vinhas adolescentes, vinhas da puberdade, vinhas de meia idade, vinhas idosas ou vinhas do outro mundo. Só para contrariar. Puxem pela imaginação, para serem diferentes, mas não exagerem muito. Já há muita vinha, reserva ou colheita especial.
De um momento para o outro surgiram uma porrada de vinhos que são de vinhas velhas. E eu que pensava que as vinhas velhas eram qualquer coisa que estava em vias de extinção, a rarear. Algo quase holográfico. Como sempre, estava enganado.


Começo a achar que existe rótulo a mais para tão poucas vinhas velhas e similares. Até fotos com velhinhos a pousarem junto a uma qualquer cepa de idade avançada surgem com assiduidade. Verdadeiros milagres da multiplicação. Faz lembrar o que se dizia sobre a touriga nacional. Pouca Touriga para tanto vinho. Apetece dizer que basta estar no rótulo vinha x que a malta compra.

domingo, março 12, 2017

Última Hora

Ao jeito daqueles flashes que aparecem nos blocos noticiários, no fundo da televisão. Não obstante do tempo de contacto ter sido relativamente curto, foi o suficiente para ficar registado na memória. Apraz, por isso, dizer o seguinte de forma directa: apesar de estar carregado juventude (foi engarrafado há pouco tempo), mostra uma enorme frescura, uma forte carga vegetal e um lado pedregoso e meio rude, bem curioso (provavelmente derivação imaginativa, da minha parte). Reporta-nos para aquela dureza pura e clássica da região, o que nos leva a pensar que estamos perante um estilo pouco consensual. Na minha opinião, só lhe fica muito bem. Ganha estatuto e personalidade.


Mais um exemplo, permitam-me o abuso de linguagem, da mudança de rumo que alguns (cada vez mais) produtores parecem estar a tomar. Ainda bem, Apetece-me dizer que, se calhar, as notícias sobre a nossa morte são manifestamente exageradas.

sexta-feira, março 10, 2017

Atenção! Dizem que é Especial

No mundo das categorias e menções, dos nomes, dos adjectivos, os níveis de fantasia estão nos píncaros. Tudo vale para chamar a atenção ao comum do mortal e no reino da imaginação não há limite. Nesta dimensão tudo é possível e tudo cabe lá. Ao rubro.
Se já tínhamos um Reserva Especial (na verdade, existem mais), agora temos um Colheita Especial, o que quer dizer que este vinho encerra qualquer coisa muito especial, muito particular e que o distingue de uma mera colheita normal.



Portanto, se alguém que nunca teve a hipótese de beber um Reserva Especial, seja ele qual for, pode agora sentir o sabor de algo que é também Especial. Pode não ser a mesma coisa, mas quem não tem cão que cace com gato.

quinta-feira, março 09, 2017

Ups! Está Bem Bom: Quinta do Cardo Síria

É quase fatal dizermos que a última colheita é que é a melhor. É um lugar comum dizer que esta é que é. E dando cumprimento à referida máxima, tenho que dizer que este Síria será eventualmente o melhor Síria feito na Quinta do Cardo. Mesmo puxando pela memória, não consigo descortinar outro que tenha chegado ao mesmo nível deste. Provavelmente porque este é o último.



Um vinho branco com uma belíssima amplitude, muito equilibrado, personalizado e acima de tudo bem fresco. Muito fresco, devo dizer, e salivante. Um vinho que está muito bem feito, muito bem conseguido., sem se tornar banal (longe disso). É caso para dizer epá, curti mesmo o vinho.

terça-feira, março 07, 2017

Revista de Vinhos: Morreu o Rei! Viva o Rei!

Quase que apetece fazer um paralelismo entre o fim do BES e a RV. Inesperadamente, para a maioria dos comuns dos mortais, a Revista de Vinhos tal como a conhecemos é capaz de ter morrido. Só não sabemos se foi de morte matada ou de morte morrida. Sobrará, pelos vistos, apenas o nome. E um nome que poderá não ter força suficiente, por si só, para manter toda aquela influência que foi cimentando ao longo dos anos. Provavelmente ficará como a Revista Má. Uma memória do passado, em que era a dona disto tudo, em que ditava as regras no topo da pirâmide do negócio do vinho em Portugal. Trabalharam para isso e como tal há-que reconhecer o mérito. No futuro será outra coisa qualquer, eventualmente com muito menos valor. A ver vamos.



No meio destes acontecimentos, fica-se com a ideia que a equipa que fazia parte da Revista de Vinhos irá (já está) lançar mãos à obra na construção de um novo projecto. E como estamos ainda no começo (presumo), desejo (posso pedir?) que o novo projecto, seja ele qual for, consiga ser mais irreverente, mais provocador, menos institucional. Que os projectistas não se fiquem apenas pela reprodução de um modelo que já conhecem, que já dominam e que lhes dá conforto. Se vão mudar, se vão começar com algo novo, que nos ofereçam, vá lá, qualquer coisa um pouco mais diferente, ainda mais estimulante, com mais novidades. Que os autores saltem cá para fora, que falem com o povo, sem preconceitos, sem estigmas e sem barreiras anti-choque. Acreditem que a malta iria gostar. De resto, cá estaremos para ler, comentar, concordar, discordar. Aguardemos por The Next Big Thing. Entretanto, votos de sucesso na nova demanda.

segunda-feira, março 06, 2017

Ei lá! Colossal

Passa um tipo completamente descontraído pelos expositores do PD quando se defronta com um vinho que anuncia que é Colossal. Ei lá pensei eu. É para um gajo ficar pequenino, já o sou, perante tal expressão. Senti-me esmagado pelas letras garrafais que o rótulo tinha. Assumo que fiquei a olhar para a garrafa durante uns quantos segundos agarrado ao poder de tal mensagem. 



Como tal, fiz um esforço para que a colossalidade passasse para mim. Mas nada. Nem uma energia, nem um super poder. Népias. Ah, mas esperem aí! Recordei aquela famosa conferência de imprensa de Vítor Gastar em que anuncia ao país um enorme aumento de impostos para a malta. Aí sim, tive medo que de dentro garrafa saltasse cá para fora qualquer coisa colossal e que me pudesse fazer mal. Bom, com isto tudo, já podemos dizer aos nossos amigos que bebemos um vinho colossal. Ele já existe.

domingo, março 05, 2017

Quinta da Pellada Alfrocheiro: Até que enfim!

Sempre tive alguma dificuldade em compreender os vinhos feitos exclusivamente com a casta alfrocheiro. Parecia que ficava sempre a meia a missa, um pouco naquele estado do vai não vai, no assim assim. Na verdade, para ser franco com vocês, nunca consegui ficar arrebatado verdadeiramente com nenhum deles. Nunca consegui ficar convencido. Ponto.


Contudo existe sempre um mas. Existe sempre uma excepção. Existe sempre um vinho que vai pôr em xeque todo um raciocínio e mostrar-nos que podem existir desvios à norma. E este, entre todos os vinhos estremes desta casta (alfrocheiro) que conheço, foi aquele que conseguiu encher, de facto e de uma vez por todas, as minhas medidas. Sim senhor, isto é muito bom.


Trata-se de um vinho com uma elegância ímpar, com uma profundidade, um equilíbrio que merece ser registado. Destaca-se de forma inequívoca de tudo o resto que conheço, neste universo alfrochieiro. Só tenho que lamentar o preço do vinho. Mas não se pode ter tudo na vida. Nunca se teve e nunca se terá.

sexta-feira, março 03, 2017

Enorme Segundo Vinho ou Apenas Grande Vinho?

Atrevo-me a dizer que este vinho será um dos vinhos mais bem conseguidos no Dão ou dito de outra forma: é dos vinhos mais gosto no Dão. Um vinho branco que será (é!) capaz de meter debaixo do braço uma porrada de vinhos bem mais caros, bem mais bonitos aos olhos do mainstream (gostei de usar esta palavra. Fica-se mais na moda, mais porreiro, mais in).


Diria, ainda, que estamos perante um Pequeno Primus ou antes um Outro Primus, tal é a estrutura, a dimensão e a complexidade do vinho. Como gosto de arriscar na asneira diria que temos aqui Enorme Segundo vinho ou então outro Grande Primeiro Vinho. Um pouco como os franceses. Provavelmente Apenas Grande Vinho.


É com pena, muita mesma, que assumo publicamente que devo o ter bebido para aí umas duas ou três vezes. Menos vezes que o devido. Por este facto, irei penitenciar-me para sempre. Imperdoável da minha parte. É simplesmente um grande vinho a um preço para lá de porreiro.

quarta-feira, março 01, 2017

Superlativo: Horácio Simões Moscatel Seco

Pertence ao restrito lote dos moscatéis que arrisco classificar de superlativo. Podemos ainda dizer, aliás digo eu, que tem lugar naquele espaço reduzido que é o topo da pirâmide dos melhores vinhos (da região).


É um vinho com uma enorme complexidade, extremamente profundo, roçando aquilo que chamamos de perfeição, sem saber muito bem o que isto quererá dizer. A doçura (que me chateia em muitos Moscatéis), a necessária frescura e a desejada secura combinam-se de forma quase irrepreensível. Impossível de ficar indiferente.


E o que se pode dizer mais de um vinho desta dimensão, sem cair no blá blá blá habitual? Nada. Deve-se, apenas e não é pouco, beber até ao fim, sem que qualquer pinga fique no fundo da garrafa. É que ela, a garrafa, é infelizmente pequena demais.