sexta-feira, dezembro 02, 2016

Olhem que são bem curiosos!

Raramente (ou nunca) vim para aqui falar de vinhos que provei em determinado evento, sejam eles quais forem os vinhos ou os eventos. Mas desta vez, abri uma excepção. Não resisti.


Olhem que está aqui uma coisa bem gira, engraçada, muito curiosa, bem porreira. Curti um conjunto de vinhos, que não conhecia de todo. Feito por jovens, tenho que assumir publicamente que fiquei verdadeiramente surpreendido pela forma apaixonada e sonhadora como apresentaram o projecto. 


Um conjunto de vinhos bem desalinhados (principalmente o rosé e os tintos), quase anacrónicos, mas com uma forte vertente gastronómica. São literalmente vinhos de extremos. Não dá para ficar indiferente. Epá, que tenham muito sucesso. Força aí! 

quarta-feira, novembro 30, 2016

Informação: Mais uma garrafa vazia!

Só para constar publicamente que foi esvaziada mais uma garrafa. Foi despojada do seu conteúdo, num acto de celebração pessoal profundamente egoísta. Sem qualquer partilha. Os motivos dessa celebração são infindáveis e insondáveis. São meus. 



Ah! Esquecia completamente o objectivo disto, do blogue. Tenho que dizer o que penso sobre do espumante, certo? É isso? Ok! Vamos lá então ao que importa. Posso dizer-vos que o espumante que estava dentro da garrafa era muita bom. Era muita bom, porque foi bebido todo. Prontos, era só isto.

terça-feira, novembro 29, 2016

As Estrelas ...

Não é nada de especial e nem há muito para dizer. Digamos que não é nada de mais. Digamos que é só isto.




E enquanto tanta gente felicíssima olhava para o céu para contar as estrelas que caíam, encontrei umas quantas logo ali à mão de semear. As outras, aquelas que todos procuram, não faço ideia por onde andam e nem sei sempre caíram. Dizem que são muito valiosas e vistosas. 

sexta-feira, novembro 25, 2016

E Agora?

É o chamado post gabarola. Não tem qualquer utilidade. Só serve para mostrar que também bebo coisas como estas, de vez em quando.



Coisas que raramente me caiem na goela. Coisas estratosféricas. Posto isto, apetece dizer: E agora? Vou beber o quê?

quinta-feira, novembro 24, 2016

Expliquem-me por favor!

Para não dizerem que sou um má-língua, só queria que me explicassem qual o objectivo do vinho. Para que serve? Como deve ser consumido? qual o acompanhamento que devemos escolher?Expliquem-me, por favor.



Apetece-me dizer só o seguinte, mas creio que não será relevante para o caso, pois nesta dimensão, podemos criar o cenário que quisermos e interpretar o papel que desejarmos. Geralmente é o do bom. O vinho foi provado sem ver o rótulo.
Bom, apetece-me resumir a coisa com um não havia necessidade. O que safa é que aqui existem outras coisas muito boas.

terça-feira, novembro 22, 2016

Se eu tivesse Guito!

Ainda hoje de manhã estava a falar com um gajo bem conhecido, sobre o que faríamos se tivéssemos guito a rolos. Permitam-me, então, partilhar com vocês o que faria se tivesse guito sem fim.  
Pois bem se eu tivesse guito, mas mesmo muito, não compraria muito mais referências do que aquelas que agora compro. Naturalmente, em vez de comprar uma garrafa de cada vez e não saber o que fazer com ela, passaria a comprar às caixas. Mas vamos por partes. No que respeita aos vinhos tugas, se eu tivesse muito guito, encharcava-me em vinho da Madeira, do bom, daquele estratosférico, depois avançava para os Portos, na vertente super tawny ou super colheita. Desses que agora estão aparecer por todos os lados, que custam uma pipa de massa e que nunca irei beber. E encerrava as compras com os moscatéis de Setúbal velhos. Moscateis sérios. Nos vinhos tranquilos, apenas uns ajustes aqui ou além. Nada de significativo.


Depois virava-me lá para fora. Aí sim, esturrava muito. Era Champanhe, era Borgonha, era Cotes du Rhone. Depois lançava-me para os Rieslings alemães, austríacos, da Alsácia, para os Icewine canadianos, para alguns vinhos da Austrália e dos States. E alguns italianos, pois claro. E por aqui me ficava durante algum tempo. Já tinha muito para me entreter. 
É claro que também compraria algumas coisas para voltar a temperar o pargo, como deve ser. A comida também necessita.

segunda-feira, novembro 21, 2016

Ando um Mãos Largas!

Ando um mãos largas! Quase tudo que vou metendo aqui me parece bom e me sabe ou soube bem. Um fartote. É bom ou sabe bem por causa disto ou daquilo. Os motivos são quase sempre inexplicáveis. A maior parte das vezes a razão encontra-se no simples facto de beber a garrafa toda até ao fim. Não há melhor sinal que este: o fim de uma garrafa. O resto, a bem da verdade, é verbo de encher. Mas a malta gosta, eu entendo.



Este foi mais outro que foi até ao fim, copo atrás de copo. Assim num clic. E continuando neste estado de euforia exacerbada, atrevo-me a dizer que é o melhor Druida feito até ao momento. Na verdade, o último é sempre o melhor. Pareceu-me mais limpo, mais fino, mais elegante, mais equilibrado. Bem mais cristalino. Bem mais fixe. E é só e basta.

quarta-feira, novembro 16, 2016

Bota-Abaixo!

Digam-me se estiver errado? Digam-me só: epá, não é nada disso. Lá estás tu a armares confusão, a exagerares. Aqui em pt, existe a tendência para classificar de bota-abaixo toda a opinião ou comentário que não vai de encontro ao esperado, ao expectável. Que não esteja alinhado pela bitola de uma pretensa maioria. E a maioria, mesmo silenciosa, é que sabe.


Basta largar simplesmente um nim, para se entrar na categoria daqueles que se dedicam, apenas, ao bota-abaixo. Fica marcado como aquele gajo que está sempre no contra, no bota-abaixo, que ataca gratuitamente e que fala sem saber. Maldizente. É Gulag para todos os gajos que só sabem dizer mal de tudo e mais alguma coisa. Já!

terça-feira, novembro 15, 2016

Anselmo Mendes: Generalidades sobre uma Prova

Num registo superficial e mundano. Tenho que partilhar com vocês que andei (ainda ando) afastado dos vinhos verdes, na generalidade, e dos alvarinhos, em particular. Refiro-me naturalmente aos alvarinhos minhotos, porque relativamente aos restantes alvarinhos do país, o meu interesse é ainda menor. Digamos quase inexistente. Imparcial? Yep.


Os alvarinhos, incluindo os minhotos, davam a impressão que estariam a padecer de uma certa doença, em que os sintomas se pautam pelo excesso de tropicalidade, pela falta de nervo e acutilância, pelo excesso de urbanismo, pela falta de pureza e identidade. Muito trabalhados. E ao coberto desta percepção, talvez incorrecta ou não, afastei-me de muitos produtores e de muitos vinhos. Aplicava-se o provérbio: paga o justo pelo pecador. Paulatinamente e cirurgicamente vou recuperando algum tempo perdido, com o intuito de mudar a perspectiva, quiçá preconceituosa, que tinha ou ainda tenho sobre o assunto.



Anselmo Mendes é uma figura incontornável no mundo dos vinhos em Portugal, principalmente no que respeita aos vinhos verdes e alvarinhos. Dispensa por isso apresentações da minha parte. E foi em redor de alguns vinhos com a chancela desta personagem que medi o pulso ao estado de um universo que não conhecia na totalidade. Longe disso. O saldo foi francamente positivo, ultrapassando as minhas melhores expectativas.



Vinhos que se mostraram profundamente frescos, cheios de vida, com uma estrutura férrea e com personalidades bem vincadas. Revelaram, os vinhos, ser capazes de aguentar as vicissitudes do tempo, sem vacilar. Sem qualquer sinal de decadência. Podia apontar este ou aquele como exemplos, mas a realidade é que todos, sem qualquer excepção, posicionaram-se no patamar da excelência. Epá, desculpem lá o exagero. Ainda assim, permitam-me destacar os Loureiros.






Registe-se ainda a presença de um novíssimo síria, vindo da Beira Interior, que deu a ideia de vir a ser qualquer coisa muito porreira e que irá merecer, de certeza, a atenção dos interessados na matéria.
Resumindo toda esta laracha, devo dizer que fiquei impressionado com a elevada consistência de todos os vinhos provados, o que fez cair por terra algumas das minhas concepções alternativas sobre o possível estado actual dos alvarinhos minhotos e outros quejandos da mesma família. Mas importa lançar a dúvida: Terei sido confrontado com uma amostra que não reflecte, de todo, a realidade ou as coisas estão a mudar?

segunda-feira, novembro 14, 2016

É TOPO

É Topo e pronto! É Topo porque se bebe do principio ao fim, sem um gajo ficar chateado. É profundamente elegante, com uma dimensão vegetal ímpar, que consegue incorporar uma finura assinalável.  É Topo pela frescura férrea que possui.



É Topo, porque é um vinho que me leva para memórias, estados, sensações. As minhas. É Topo, por causa do gozo que me proporciona constantemente. É Topo e pronto. E ainda há-de ser mais que Topo lá para a frente.

quinta-feira, novembro 10, 2016

Permitido

Num registo um pouco mais sério. Assumo que tinha curiosidade em beber este vinho. Ouvia repetidamente que era um vinho branco que merecia atenção, que tinha (muita) qualidade, que era coisa muito séria. 
E mantendo o registo daqui do pasquim, devo dizer-vos que gostei. Gostei, sem qualquer concessão e sem qualquer rodeios.


Gostei pela pureza, pela frescura, pelo equilíbrio que mostrou desde a primeira hora em que saltou para o copo. Tudo bem balanceado, bem feito, bem alinhado. Com uma elegância, com uma sensação, de nitidez que merecem ser registadas. Com atitude.


Um vinho que ganhou mais profundidade com o tempo, que se bebe à mesa, no sofá, acompanhado ou como eu, sozinho. Tenho que dizer que o miúdo que fez isto parece ter jeito para a arte. Dá ideia que tem foco e sabe o que pretende. Para acompanhar com atenção, pois parece que faz vinho para ser bebido.

quarta-feira, novembro 09, 2016

Syriza, Podemos, Trump, Le Pen, Brexit

Um conjunto de notas profundamente simplistas, sem grandes considerações pseudo-intelectuais urbanas.
Respeitando as devidas escalas e a sua respectiva influência nos destinos do calhambeque global em que circulamos, apetece-me perguntar o seguinte: serão os eleitores do Syriza, Podemos, por exemplo, mais esclarecidos que os eleitores que votaram Trump ou que votarão, quiçá, em Le Pen? Ou aqueles que quiseram o Brexit? Serão os segundos uma cambada de atrasados, conservadores, intolerantes, rascistas, neo-fascistas, ao contrário dos primeiros? Será mesmo assim? Não terão, por acaso, as mesmas motivações? Naturalmente a perspectiva do observador influência a forma como olha para o assunto.


Registe-se, pelo menos, o facto de que aqui no nosso pedaço nada de relevante acontece e onde a internet falhou logo no primeiro dia do Web Summit. Valeu-nos o Pedro Dias que acabou por se entregar num estado de conservação que faz inveja a muitos. Mas voltemos aos copos que isto no fim fica tudo igual.